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Um grupo de investigadores americanos recolheu e sequenciou pequenos fragmentos de colágenio, uma proteína retirada dos ossos de um Tyrannosaurus rex, com 68 milhões de anos. O estudo revela que existem semelhanças entre o colágenio dos dinossauros e o das galinhas. A descoberta, publicada amanhã na revista Science, abre caminho à captura de novas sequências de espécies únicas e agora extintas.

Os sete fragmentos, retirados dos ossos do T-Rex, vêm também alimentar a controvérsia em torno da evolução das aves e dos dinossauros. O principal autor do estudo, John Asara, refere num comunicado da revista que “algumas pessoas acreditam que as aves evoluíram a partir dos dinossauros, mas apenas se baseiam na arquitectura dos seus ossos”. Apesar de ainda não ter respostas definitivas, o trabalho de Asara vem provar que “as aves e os dinossauros estão relacionados, pois as suas sequências também estão relacionadas”.

Asara, que já tinha sequenciado fragmentos de colágenio de um mamute, com cerca de 300 mil anos, batalhou, durante um ano e meio, para conseguir sequenciar a proteína do T-Rex, através do uso de um espectrómetro de massa. Os ossos, que passaram muitas vezes despercebidos aos olhos dos investigadores, revelaram interessantes semelhanças.

O grupo de investigadores baseou-se na análise da proteína encontrada num osso de um dinossauro do Museu de Ciências Naturais da Carolina do Norte, nos EUA. A amostra de cor acastanhada foi purificada e partida em sete fragmentos. John Asara concluiu que cinco destes fragmentos pertenciam à classe Alpha I, semelhante à sequência encontrada nas galinhas.

O estudo dá a conhecer as relações existentes entre as espécies e mostra que é possível obter sequências de animais com cerca de 68 milhões de anos. Lewis Cantley, professor na Harvard Medical School, disse à revista Science que “cada vez estaremos em melhores condições para fazer extracções de sequências” e adianta que, em breve, “será possível comparar espécies antigas, analisar sequências maiores e obter novas sequências de espécies únicas”.

Fonte: Público

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