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O norte-americano James Watson, Nobel da Medicina por ter participado na descoberta da estrutura da molécula do ADN, admitiu hoje que a cura do cancro poderá ser possível num prazo de 20 anos.

James Watson, que vai ser presidente do conselho científico da Fundação Champalimaud, foi hoje recebido em audiência pelo Presidente da República, Cavaco Silva.

“Em duas décadas penso que podemos fazê-lo [encontrar a cura para o cancro]. Acho que já temos o conhecimento técnico base, é uma questão de usá-lo”, afirmou o cientista norte-americano aos jornalistas no final da reunião.

Na audiência com Cavaco Silva também esteve presente a presidente da fundação, Leonor Beleza.

O Nobel da Medicina de 1962 espera que a Fundação Champalimaud, que vai dedicar-se à investigação nas neurociências e na luta contra o cancro, venha a ser “uma instituição de renome mundial na investigação e um dos líderes na Europa na ciência”.

James Watson está em Portugal para a cerimónia em que será apresentado oficialmente o conselho científico da Fundação Champalimaud, um órgão de aconselhamento do qual será presidente.

Nascido em Chicago, estado norte-americano do Illinois, a 6 de Abril de 1928, Watson iniciou a sua formação aos 15 anos, na Universidade de Chicago, tendo-se formado aos 19 anos e graduado em Zoologia aos 22 anos.

Trabalhou em parceria com o biofísico britânico Francis Crick na Universidade de Cambridge entre 1951 e 1953, onde, baseando-se em trabalhos anteriores de Maurice Wilkins, revelaram a estrutura em dupla hélice da molécula do ácido desoxirribonucleico (ADN), trabalho que valeu à dupla o Nobel da Medicina em 1962.

Do conselho pegadógico da Fundação Champalimaud presidido por Watson farão parte Simone Veil (ex-presidente do Parlamento Europeu), Mary Robinson (ex-Presidente da Irlanda) e o neurocirurgião português António Damásio.

A Fundação António Champalimaud conta com um orçamento de cerca de 500 milhões de euros, verba legada pelo empresário aquando da sua morte.

Fonte: Público.pt

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