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O Círculo

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Investigadores norte-americanos criaram em laboratório mosquitos transgénicos resistentes ao parasita causador da malária nos ratinhos, indica um estudo publicado na última edição da revista semanal “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

Estes mosquitos, que passam o gene protector na reprodução, poderão no futuro permitir controlar a malária, uma doença que afecta sobretudo o continente africano, mas também extensas zonas da Ásia e da América Central.

Uma equipa de investigadores da Universidade John Hopkins, em Baltimore (Maryland), modificou geneticamente mosquitos com um gene que lhes permite evitar serem infectados pelo parasita.

No estudo, deixaram um número igual de mosquitos transgénicos e de mosquitos normais alimentar-se do sangue de ratinhos infectados com paludismo.

Na nona geração, a parte dos mosquitos transgénicos era de 70 por cento, porque a espécie viveu mais tempo e pôs mais ovos, segundo o estudo, publicado na revista “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

Não foi observada nenhuma diferença entre os mosquitos transgénicos e os normais quando foram alimentados com sangue de ratinhos não infectados.

Estes cientistas recomendam a realização de mais investigações antes de se libertar eventualmente mosquitos transgénicos na natureza.

Nas experiências foi usado o Plasmodium berghei, uma variedade do parasita da malária que infecta os ratinhos, e não o Plasmodium falciparum, causador da forma mais grave da malária humana.

Investigadores norte-americanos anunciaram em Dezembro o desenvolvimento de uma vacina experimental capaz de neutralizar o parasita.

A malária infecta entre 350 e 500 milhões de pessoas anualmente e causa entre 700 mil e 2,7 milhões de mortes, segundo dados da Organização Mundial de Saúde.

Em Portugal, onde é conhecida vulgarmente por “sezões”, a doença constituiu um grave problema de saúde pública até aos anos 50 do século XX, mas foi declarada erradicada na década seguinte.

Tal como no resto da Europa, os casos de malária só chegam a Portugal através de pessoas infectadas em África, ou na Ásia e América central.

Fonte: Público

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