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O Círculo

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Ópera para a infância e residência de estudantes para jovens são as primeiras medidas a aplicar pelo novo director do São Carlos, Christoph Dammann, apresentado ontem à imprensa, no Ministério da Cultura.

“A ópera é um espectáculo para uma elite, mas tem o dever de dar a toda a gente a oportunidade de se interessar por ela e isso começa na escola”, defendeu, antecipando um programa de intenções que passa por mudanças radicais, mas a seu tempo.

Uma casa de ópera não se muda num dia e isto significa que na próxima temporada não haverá mudanças significativas. Suceder a Pimanonti não é fácil mas é um desafio e, até lá, honram-se os contratos por ele assumidos.

Para já e até final da temporada, em Setembro, data da passagem de testemunho entre Pinamonti e Dammann, o programa é para cumprir mas, depois, a aposta é na modernidade do reportório.

Depois de uma exaustiva exposição do seu currículo profissional, com destaque para a direcção da Ópera dos Teatros de Colónia, a que está ligado por contrato até 2009, Dammann falou do teatro que o trouxe de Colónia a Lisboa, onde é presença assídua como espectador.

“Surpreendo-me sempre com o público do S. Carlos. Muito jovem, concentrado e inteligente”, recordou antes de revelar que é exactamente para os jovens que vai a sua primeira medida.

À semelhança do que fez em Colónia, Dammann prepara-se para reformar o reportório, modernizando-o e, entretanto, promete co-produções e surpresas. E ainda representações intercalares entre grandes produções por forma a evitar o encerramento do teatro.

“A vertente histórica da programação será mantida mas alargada à contemporânea, o que já fiz e com grande sucesso em Colónia. Não é nada de novo mas funciona”, contou antes de concluir que 2015 é o seu prazo para fazer do S. Carlos um “orgulho nacional” para frequentadores e não frequentadores.

Por último falou o secretário de Estado da Cultura, Mário Vieira de Carvalho para, comentando a surpresa da rescisão alegada por Pinamonti, reafirmar que este foi convidado mas recusou a renovação do contrato, agora, entregue a Dammann.

PERFIL

Christoph Dammann nasceu em Lübeck (Alemanha) em 1964. Estudou piano e canto, dedicou-se ao ensino e à investigação. Na Ópera de Colónia fez história ao conseguir aumentar as audiências com um programa que juntou o reportório clássico e contemporâneo, o que lhe valeu também muitas críticas.

Fonte: CM

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