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As impressões digitais ocultas podem agora ser reveladas com rapidez e fiabilidade graças a dois novos desenvolvimentos em nanotecnologia, indica a última edição da revista da Sociedade Real de Química, de Londres.

O método actual de leitura das impressões digitais consiste em embeber uma superfície suspeita com uma suspensão aquosa de nanopartículas de ouro e iões citrato.

Em meio ácido, as partículas de ouro ligam-se aos iões de carga positiva na impressão digital, que é revelada através de uma solução de iões de prata. É ao reagirem quimicamente que estes produzem os característicos contornos escuros da impressão digital.

Mas a instabilidade da solução de ouro usada neste método e a dificuldade em repetir os resultados levou investigadores da Universidade Hebraica de Jerusalém, em Israel, a desenvolver uma solução mais estável, juntando cadeias hidrocarbonadas às nanopartículas de ouro e suspendendo-as em éter de petróleo.

As impressões digitais produzidas com esta nova solução são de altíssima qualidade e revelam-se com apenas três minutos de imersão, afirmam os cientistas.

A mesma equipa adaptou a técnica a superfícies não porosas, usando uma suspensão de cádmio selenide/surfureto de zinco em éter de petróleo. Neste caso, a reacção química torna a impressão fluorescente, não sendo necessário mais trabalho de revelação.

Num comentário citado na mesma revista, António Cantu, perito em ciência forense nos serviços secretos dos Estados Unidos, em Washington, afirma que estas técnicas são “revolucionárias” e “deverão melhorar imenso a recuperação das impressões digitais latentes na produção de prova”.

Fonte: Público.pt


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