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O Círculo

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A Câmara Municipal de Lisboa deu ontem a conhecer o resultado da segunda fase da intervenção que realizou no Cinema S. Jorge, visando a remodelação de dois dos três módulos em que a histórica sala da Avenida da Liberdade – e a maior do País, aquando da sua abertura, em 1950 – foi dividida nos anos 80. Um conjunto de “obras mínimas indispensáveis à sua utilização mais regular”, nas palavras do vereador da Cultura, José Amaral Lopes, que, orçado em 140 mil euros, o dotará de “condições mais adequadas à definição de uma programação mais diversificada”, considerou.

Essas obras deverão prosseguir, “designadamente no que se refere à instalação de sistema de climatização e conforto, serviços de apoio à cafetaria e foyers“, recordou, mas a programação para este espaço hoje municipal está, para já, definida até Dezembro. A intervenção no anexo que acolherá a Lisbon Film Commission, “balcão único” para os agentes do sector, essa, deverá ficar concluída “neste primeiro semestre”. Uma vez terminados estes trabalhos, considerou por seu lado, o presidente da autarquia, Carmona Rodrigues, “teremos um S. Jorge moderno, cuja traça foi respeitada, mas com uma flexibilidade de usos que antes não tinha”.

“Uma utilização regular”

Música e festivais de cinema constituirão a base da programação do S. Jorge, também ontem apresentada por Amaral Lopes em paralelo com um balanço da actividade do seu pelouro e perspectivas para o corrente ano. A sala escolhida foi aquela que, pelo seu carácter “mais informal”, ficará destinada a usos múltiplos, mantendo-se o módulo adjacente como sala clássica de cinema.

Uma homenagem a Artur Batalha, uma apresentação da Filarmónica do Gil e um concerto de Sara Tavares são algumas das propostas para o mês em curso, no plano musical. A que se juntarão, com o correr do calendário, três espectáculos de João Braga (em Maio) e uma ligação ao Jazz em Agosto da Fundação Gulbenkian. Concertos regulares de música clássica com entrada livre, nomeadamente pela Orquestra Sinfónica Juvenil, constam também do alinhamento.

Em matéria de cinema , vocação primeira do S. Jorge no que foi o seu projecto e solução construtiva de origem, a programação aponta para dez festivais: Indie, em Abril (dias 17 a 30); Mostra de Cinema Romeno, em Maio (21 a 24); Lisbon Village Festival, em Junho (18 a 24); Gay e Lésbico, em Setembro (14 a 22), seguido da Semana de Cinema Espanhol (23 a 27). Outubro conhecerá a maior concentração, com a Festa do Cinema Francês (3 a 14), Mostra do Cinema Brasileiro (15 a 24 ) e Doc Lisboa (29 e 30). Seguir-se-ão os festivais Número (7 a 15 de Novembro) e Hola, de cinema ibérico, em Dezembro, em data a anunciar.

Fonte: DN.

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