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O Círculo

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O número de portugueses afectados pelas doenças alérgicas tem vindo a aumentar de forma significativa em Portugal nas duas últimas décadas, em especial nas crianças. Hoje, contam-se 1,5 milhões de portugueses que sofrem de alergias, dos quais cerca de 600 mil são crianças e adolescentes. O pior é que as rinites, a asma e os eczemas tendem a aumentar o número de doentes e a severidade dos casos. O tratamento das doenças alérgicas custa ao País cerca de quarenta milhões de euros por ano.

Estes problemas reúnem hoje especialistas em imunoalergologia na Universidade de Aveiro. Durante todo o dia vão debater questões relacionadas com as doenças alérgicas, designadamente a má qualidade do ar interior das casas, educação e preservação do ambiente, além de medidas educativas e preventivas a aplicar.

O imunoalergologista Libério Ribeiro, da Sociedade Portuguesa de Pediatria e médico do Hospital de Santa Maria, em Lisboa, avançou ao CM alguns factores que desencadeiam alergias – a sexta causa de doenças crónicas – que afectam em Portugal uma em cada quatro crianças e adolescentes (600 mil) e dez em cada cem adultos (um milhão).

“A poluição e a ingestão de certos alimentos são factores que potenciam o aparecimento destas doenças. O abuso de antibióticos e o elevado número de vacinas fazem com que o organismo tenha uma menor resposta imunitária aos factores que potenciam estas doenças”, disse.

Os alimentos que podem desencadear alergias são sobretudo transgénicos e os que contêm corantes e conservantes. Mas não só. “Começaram a surgir muitos casos de alergias devido ao consumo de frutos tropicais, que há dez anos não tinham praticamente venda no nosso país. Há também muitos casos alérgicos relacionados com o abuso de antibióticos e com o elevado número de vacinas que as crianças tomam”, explica Libério Ribeiro.

Segundo o especialista, o tratamento dos doentes asmáticos, que implica administração de medicamentos e internamentos hospitalares, custa ao Serviço Nacional de Saúde cerca de vinte milhões de euros por ano, enquanto o de rinites e eczemas ronda outros vinte milhões.

“Não há um levantamento dos custos em Portugal e esta é uma extrapolação feita para o nosso país com base nos custos referentes aos Estados Unidos”, diz o médico.

Outro imunoalergologista, Pedro Lopes Mata, que participa na conferência ‘Ambientes, alergias, crianças e não só’, na Universidade de Aveiro, atribui as doenças alérgicas à mudança de hábitos e à falta de qualidade do ar que se respira dentro das casas. Para o médico, os infantários não têm pior qualidade do ar. “O que se passa é que nem sempre o espaço é suficiente, factor facilitador da propagação quando há um componente infeccioso”.

Fonte: C.M.

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