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Cientistas norte-americanos conseguiram pela primeira vez clonar ratinhos a partir de células estaminais adultas extraídas da pele dos roedores, indica um estudo hoje publicado.

Os animais criados com este processo de transferência nuclear sobreviveram até à idade adulta e são saudáveis, de acordo com a equipa de investigadores, que juntou cientistas da Universidade Rockefeller de Nova Iorque e do Instituto Médico Howard Hughes de Chevy Chase (Maryland).

Neste novo modelo de clonagem foram utilizados queratinócitos do folículo piloso subepidérmico, que são facilmente acessíveis – referem os autores do estudo, publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Além disso, dada a capacidade de se renovarem e diferenciarem em tipos de células diferentes, os investigadores pensam que estas células da pele têm maior potencial para a clonagem.

Até agora realizaram-se clonagens de ratinhos a partir de células estaminais retiradas do tecido que envolve o embrião, de fibroblastos, que são células de tecido conjuntivo, ou mesmo de células embrionárias.

Mas essas clonagens tiveram taxas de êxito de apenas 1 a 2 por cento, segundo a equipa de investigadores, dirigida por Elaine Fuchs, do Instituto Médico Howard Hughes.

A clonagem consistiu em substituir o núcleo de um ovócito não fertilizado pelo núcleo do queratinócito.

As células resultantes foram cultivadas em laboratório até chegarem à fase de blastocisto, quando o embrião é já um conjunto de células.

Nesse momento, os blastocistos foram implantados no útero de um roedor, onde continuou a desenvolver-se até converter-se em feto.

Para Elaine Fuchs, o aspecto mais prometedor da experiência é a possibilidade de gerar células mães embrionárias.

Em vez de se implantarem blastocistos e se clonarem ratinhos, os blastocistos podem ser cultivados em laboratório para gerar células estaminais embrionárias que, em teoria, seriam induzidas a produzir outro tipo de células, segundo a investigadora.

Mas está ainda longe o dia em que este procedimento possa ser aplicado no ser humano.

E isso, afirmou, porque “não temos ainda capacidade de gerar células estaminais embrionárias a partir das células da pele“.

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