Skip to content

O Círculo

Empowering Communities

O Parque Nacional da Peneda- -Gerês (PNPG) vai passar a cobrar 1,50 euros aos turistas que, no período de Verão, pretendam circular de automóvel na Mata da Albergaria, num percurso de cerca de dez quilómetros, pela EN 308-1. A medida já está a ser contestada pelas populações que temem os efeitos na afluência de turistas.

A estrada em causa liga Portela do Homem (freguesia de Campo do Gerês) – junto à fronteira com a Galiza-, a Leonte, na localidade Vilar da Veiga, concelho de Terras de Bouro, cruzando a Mata da Albergaria, que se constitui como uma floresta bastante densa e considerada representativa da floresta primitiva. Actualmente, a circulação é já bastante condicionada, sendo mesmo proibida a paragem dos automóveis.

O percurso conta com três estruturas fixas do Instituto de Conservação da Natureza, actualmente apenas para “controlo” do seu acesso, situação prestes a mudar. O novo regulamento já foi aprovado e prevê que todos os anos, entre Junho e Setembro, passem a ser cobrados 1,50 euros a quem utilizar aquela via, exceptuando a população residente. O valor pago será válido para todo o dia e servirá para assegurar o pagamento aos elementos do ICN que fazem o controlo e vigilância da utilização daquela área, bem como outras intervenções necessárias.

“É tremendamente injusto porque quem nos visita é que vai pagar a factura. A estrada vai até Espanha e o nosso turismo vai ressentir-se de certeza absoluta”, lamentou ao DN o autarca de Vilar da Veiga, em plena Serra do Gerês. “Já nos garantiram que a partir de Junho a medida começa a ser aplicada. Só se a população chegar lá e deitar tudo abaixo é que se vai poder travar isto, mas é certo que as pessoas começam a ficar saturadas de tanta proibição”, afirmou ainda António Príncipe. Este conjunto paisagístico é bastante procurado pelos milhares de turistas que, sobretudo no Verão, visitam o PNPG, numa área que abrange as localidades de Vilar da Veiga, Covide, Rio Caldo e Campo do Gerês. O DN tentou obter mais esclarecimentos sobre esta questão junto da direcção do PNPG, mas tal não foi possível.

Os autarcas do PNPG ameaçam agora “endurecer a luta” caso a direcção daquela área protegida mantenha algumas das actuais restrições no novo plano de ordenamento, cujo processo de revisão deverá ficar concluído até final do ano. A possibilidade de poder instalar aproveitamentos eólicos continua a ser o grande objectivo das 22 juntas de freguesia abrangidas pelo parque, devido às grandes receitas que poderão gerar.

Advertisements

%d bloggers like this: