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O Círculo

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Não se sabe quando, como aconteceu, nem como avaliar o prejuízo. Só quando foram feitas solicitações para consulta de algumas ilustrações do surrealista Cruzeiro Seixas é que a Biblioteca Nacional deu pela falta de 35 das cerca de 500 peças do espólio doado pelo pintor e ilustrador.

O caso data de 2005, mas só hoje veio a público, no “Diário de Notícias”, e já foi arquivado pela Polícia Judiciária, que o deu como inconclusivo.

Jorge Couto, director da Biblioteca Nacional, disse hoje ao PUBLICO.PT que não é possível avançar com exactidão o valor do furto. “Talvez entre 35 mil e 40 mil euros, se fizermos uma estimativa de mil euros por desenho, atendendo à dimensão dos desenhos desaparecidos”, frisa, lembrando que as 35 peças que foram furtadas são as de menor dimensão: “Não eram das mais valiosas, talvez porque as mais caras também eram mais difíceis de levar.”

A investigação em torno do desaparecimento destas 35 ilustrações de Artur Cruzeiro Seixas, agora com 86 anos de idade, prolongou-se ainda por cerca de um ano. Primeiro sob a forma de um processo interno, conduzido pelo jurista da Biblioteca Nacional Paulo Aragão, conta o “Diário de Notícias”. Mas Jorge Couto lembra que, quando assumiu a direcção da instituição, em Outubro de 2005, deu parte da situação à Polícia Judiciária, que ouviu cerca de 30 pessoas — o número de funcionários que tinha acesso à sala da ala de reservados onde eram guardados os desenhos.

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