Skip to content

O Círculo

Empowering Communities

Bruxelas apresenta quarta-feira uma proposta para a redução das emissões deste gás nos automóveis

A Comissão Europeia apresenta quarta-feira uma proposta de redução das emissões de dióxido de carbono (CO2) no sector automóvel, após um diferendo entre o comissário do Ambiente e o da Indústria por causa dos valores em causa.

A proposta inicial do comissário europeu para o Ambiente, Stavros Dimas, previa um limite médio de emissão de 120 gramas de CO2 por quilómetro nas viaturas particulares até 2012.

A oposição do sector automóvel, nomeadamente dos construtores de veículos de alta cilindrada, os mais poluentes, chegou a Bruxelas pela voz do comissário para a Indústria, Gnter Verheugen.

Enquanto Stavros Dimas quer obrigar a indústria automóvel a fazer alterações nos motores, Gnter Verheugen tem defendido uma solução que divide “o mal pelas aldeias”, tendo em conta a qualidade do combustível, a pressão dos pneus ou a fluidez do tráfego no cálculo das emissões do gás, que é considerado o principal responsável pelo efeito de estufa e consequentes alterações climáticas.

Actualmente, a média de emissões de CO2 é de 162 gramas por quilómetro. A estratégia do comissário europeu para o ambiente assenta em três pilares, dos quais, o mais importante, retoma o compromisso voluntário da indústria automóvel europeia, japonesa e coreana para reduzir o volume de emissões para 140 gramas de CO2/quilómetro até 2009 em carros novos, um corte de 25 por cento em relação às emissões de dióxido de carbono registadas em 1995.

Este compromisso foi assumido em 1999 para um consumo de 5,25 litros de gasóleo e 5,8 litros de gasolina aos 100 quilómetros em condições de teste, sendo que em condições reais estes valores sobem cerca de 20 por cento.

De 1995 até agora as emissões de CO2 no sector automóvel foram reduzidas em 12,4 por cento, um valor que, no entanto, não satisfaz a Comissão Europeia, já que o sector dos transportes é responsável por um quinto do total de emissões de CO2, dos quais as viaturas particulares representam metade desse valor.

O segundo pilar da proposta de Stavros Dimas prevê a indicação ao consumidor das emissões de CO2, juntamente com a do consumo de combustível, prática que muitos fabricantes já adoptaram.

Finalmente, o terceiro ponto considera a adopção de medidas fiscais destinadas a encorajar a compra de veículos que consumam menos combustível.

Advertisements

%d bloggers like this: