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O Círculo

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O aquecimento global está a tornar os furacões mais fortes, incluindo os do Oceano Atlântico como o Katrina, concluiu pela primeira vez o painel científico das Nações Unidas que vai apresentar um novo relatório sobre alterações climáticas sexta-feira. Durante a maratona de encontros que se sucedem em Paris para aprovar um relatório final, o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla inglesa) considerou que o aumento do grau de intensidade dos furacões e ciclones tropicais desde 1970 é atribuível «com mais probabilidade» ao aquecimento global induzido pelas acções humanas, de acordo com um participante que pediu o anonimato porque as negociações são confidenciais.

O IPCC sublinhou que o aumento da intensidade das tempestades difere nas várias zonas do globo, mas que os temporais que atingem as Américas são influenciados pelo aquecimento global, segundo a mesma fonte citada pela agência Associated Press (AP).

Em 2001, o mesmo painel disse que não havia evidências suficientes para chegar a uma conclusão, mas adiantava que o tempo mais quente iria provocar tempestades mais fortes.

O relatório desta semana significa também uma demarcação clara relativamente à Organização Mundial de Meteorologia, que ajudou a fundar o IPPC.

Em Novembro de 2006, esta organização, depois de um debate conflituoso, disse que não podia relacionar as fortes tempestades do passado ao aquecimento global.

A dúvida sobre se a intensidade dos furacões está relacionada com o aquecimento global tem dividido a comunidade científica que é muito mais consensual quanto à influência das actividades humanas no aquecimento global.

O professor do Massachussets Institute of Technology Jerry Emanuel, que foi pioneiro na investigação relacionando o aquecimento global com o aumento da força dos furacões, considerou que a relatório preliminar do IPPC era uma «declaração muito forte».

«Acho que vimos um sinal claro no Atlântico», afirmou Emanuel.

O aumento do grau de intensidade dos furacões do Atlântico está «tão correlacionado com a superfície do mar que não podem existir muitas dúvidas sobre a sua relação com a temperatura da superfície do mar».

Mas um cientista do Centro Nacional de Furacões dos EUS, Christopher Landsea, discorda desta premissa.

Embora não tenha comentado a decisão do IPCC, Landsea lembrou a declaração da Organização Meteorológica Mundial do passado Outono.

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